Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

O Casino da Mariquinhas

Resta apenas a lembrança
Das vistosas tabuinhas,
Hoje acolhe a vizinhança
Num Casino, a Mariquinhas!
 
A Mariquinhas zangada
Com gente sem coração
Tem agora a pretensão
De provar que é muito honrada,
Já não resta quase nada
Da sua pesada herança,
Foi assim, cheia de esperança
Que rasgou as bambinelas,
E das tábuas das janelas
Resta apenas a lembrança!
 
Até o Chico, apostado
Em mudar de profissão
Anda a montar um salão
P’ra lá se cantar o fado,
Já morreu todo o passado
Da formosa Mariquinhas,
No bairro não há vizinhas
Fugiram p’ra a Liberdade,
Já nem lá mora a saudade
Das vistosas tabuinhas!
 
P’ra limpar a sua história
Esta infinita mulher
Vai morar junto ao Vitória
Ali no Parque Mayer,
Mas agora o que ela quer
É que a malta da finança
Vá lá gastar a herança
No vicio do seu Salão,
As invejas já lá vão
Hoje acolhe a vizinhança!
 
É de um luxo que só vendo
Peças de ouro, sedas puras,
Até houve assinaturas
P’ra fazer um referendo,
Era apenas um diferendo
Politiquices mesquinhas,
É por isso que as vizinhas
A trazem de braço dado,
Pois pensa cantar o fado
Num Casino, a Mariquinhas!
 
 
 
 
 
Letra de Paulo Conde para quem quiser cantar!
publicado por pauloconde às 20:44

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